Pé-na-bunda, dado ou tomado, ensina muito! 5 – Família faz parte do pacote.

Da série Coisas que aprendi depois de alguns relacionamentos…

Como toda criança que se preze eu ouvia a conversa dos adultos mesmo brincando de mil coisas ao mesmo tempo, e uma vez ouvi: “Família faz parte do pacote”. Primeiro eu não entendi. Com o passar do tempo pensei: “Que horror, que desnaturado(a)!”. E hoje, eu digo, e que pacote, hein!

Sim, meus amigos, a família faz parte do pacote! Você elege um e ganha uma série de parentes de brinde. E, brincadeiras à parte, isso pode ser uma benção ou um verdadeiro presente grego. Além da personalidade da família em si, tudo dependerá também de como você os recebe, a responsabilidade de dar certo é de ambos os lados.

Sorte com sogras, eu tenho!Eu sempre tive sorte com sogras, todas até hoje se mostraram como uma segunda-mãe, e dos relacionamentos onde chutei ou fui chutada, uma das coisas que mais doeu foi deixa-las. De chegar e ter minhas comidas prediletas à segurança de trocar de roupa na minha frente, eu já passei por de tudo um pouco ao lado delas. E na boa, sempre achei o máximo ser recebida sem frescura e com muito amor! Tenho dado sorte, e vivido nestes “12 anos de carreira”, grandes momentos de reciprocidade.

Mas confesso que sempre vem aquele frio na barriga na hora de conhecer a família dos companheiros. O lugar onde cresceram, ver a forma que foram educados, costumes, vícios, qualidades e defeitos da família que a partir de então passa a ser um pouco sua também. E há horas onde tomamos um susto, “Como um ser tão perfeito pode ter vindo de um núcleo familiar tão estranho”? Sim, isso acontece.

Quando não há sinergia, lascou. Às vezes, a família não faz questão de você. Às vezes, você não começa bem a relação e prevalece o ditado: “A primeira impressão é a que fica”. E aí pronto, está feita a lambança.

Por outro lado, tudo pode começar bem mas um namoro de 3 meses é uma coisa, de 8 é outra e um relacionamento de 2 anos é outra maior ainda. E, de repente, você se vê em meio a tanta confusão, ou desamor, ou desunião, ou problemas financeiros, etc, e em uma família que não é a sua, mas se você se casar/unir, estará assinando uma carta com o seguinte dizer, “Quero participar disso”. Porque é isso que vai acontecer, mesmo que você tente ficar neutro, decisões afetarão seu parceiro, logo afetarão você.

Família muito complicada, será que queremos ou precisamos participar disso?

Família muito complicada, será que queremos ou precisamos participar disso?

Não é fácil. E não estou dizendo pra você abandonar seus amores porque a família tá pra lá da Buscapé. Mas estou dizendo para você observar desde o começo, afinal, você tem poder de escolha, e isso também é uma escolha. Tem gente que tem muita facilidade pra atrair problema, na boa, eu fujo deles! Até porque boa parte do que somos vem da família, se você se horroriza com a família, cuidado! O ser humano adora uma repetição, filhos imitam o comportamento dos pais mesmo dizendo que nunca fariam determinadas coisas como seus pais faziam. Então mais uma vez, observe. E observe-se também, pois você tem defeitos como eles (talvez não os mesmos, mas tem defeitos) e você também vem de uma família que nem sempre vai ser a dos sonhos do seu amado.

Se eu pudesse deixar uma dica, seria: apenas cuide para que a relação seja saudável desde o início e evite misturar as coisas. Observe se há itens que você pode mudar no ambiente para melhorar as relações entre companheiro e família, mas não se esqueça da real importância de cada um. Lembre-se sempre que a família de onde você veio é única e é a base, e quando você se une a alguém, uma nova família se inicia com tanta importância quanto.

*Perdeu os primeiros relatos da série “Pé-na-bunda, dado ou tomado, ensina muito!”? Não se desespere! Confira clicando nos links abaixo! 😉

1 – Vá aproveitar a vida!

2- É bom ser da mesma espécie

3- Seja você mesmo. Mesmo.

4- É proibido mudar! Só que não.

Sâmela Silva, é Jornalista, Consultora em Gestão Empresarial e TI e Palestrante pelo projeto Marula Brasil. Curiosa que é, teve a oportunidade de morar em Moçambique, África, onde o despertar pela escrita falou mais alto.

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