Ano Novo, lista nova! Será que em 2015 nossas resoluções saem do papel?

Metas_2015No fim de 2014, um bichinho começou a me cutucar e novamente tive um daqueles surtos de “A vida não pode ser só isso”. Não que estivesse ruim, só estava “ok”. Mas não viemos a este mundo para ter uma vida simplesmente “ok”, não é mesmo? A gente veio pra fazer a diferença e ser feliz!

Na teoria é lindo mas na prática, a rotina voltava a me consumir e me sentia cansada até para sonhar. Mas ainda bem que temos a possibilidade de mudar. Eu realmente acredito que somos o único empecilho para nós mesmos. E resolvi tirar a Sâmela “ok” do caminho.

Coincidência ou não, este mês completo 28 verões. Mestres como Osho acreditam que nossa vida é feita de ciclos de 7 anos, parece então que um novo ciclo chegou. Um ciclo que será crucial para o restante da minha vida! Quero compartilhar com vocês essa experiência de sair da zona de conforto e pensar fora da caixa! E de início, das principais mudanças que propus a mim mesma, as que já estou colocando em prática são:

Ter metas e formaliza-las para torna-las reais

Lembro de ter lido no livro que dou como dica em seguida, que para todas as coisas realmente importantes assinamos contratos, escrevemos/lemos detalhadamente, etc. Logo, por que não damos a mesma importância aos nossos sonhos? Talvez por não organiza-los e levá-los realmente a sério é que muitos de nós não temos conseguido realiza-los e vivemos frustrados ou deixando o tempo passar. Dediquei um dia inteiro a isso mas montei uma apresentação com minhas metas de curto, médio e longo prazo e atualizei minha planilha financeira. Vendo que os sonhos realmente eram possíveis entrei 2015 com um combustível a mais! Ter motivos para realizar coisas como acordar cedo para trabalhar, facilitam e deixam menos dolorosos os processos diários.

DICA QUE ME INCENTIVOU:

Livro “Olhe o que você está fazendo com a sua vida” de Yasushi Arita.

Documentário “Happy”.

Melhorar a alimentação da minha família

Não dava mais para comer como uma criança de pais desinformados. Aumentamos a ingestão de água e, gradativamente, estão saindo os itens industrializados para entrar alimentos frescos e integrais. Dá trabalho, mas se não cuidarmos da parte mais importante do nosso dia (desnutridos não fazemos nada) do que mais iremos cuidar? Estamos na fase de deixar a preguiça de lado, de repensar a quantidade de alimentos a comprar e experimentar novas combinações e sabores. Sinceramente, necessita de força de vontade porque o corpo parece ter memória e todo processo de mudança gera desconforto, mas tem valido a pena. Tenho me sentido mais disposta, e vejo meu corpo se esforçar menos para realizar suas atividades. Sem falar que a balança também respondeu positivamente! 😉

DICA QUE ME INCENTIVOU: Documentário “Muito além do peso”

Organizar minha vida financeira

Planejamento financeiro! Isso pode mudar tudo!Já venho em um processo de reeducação financeira. Passei de uma garota que aos 23 anos pagava um empréstimo de R$ 10.000,00 mas sem saber dizer no que gastou este valor, para uma mulher que vem aprendendo a não parcelar as coisas a se esforça para juntar, e aí sim comprar. Mas sinto que isso não é mais suficiente, estagnei. Essa sensação somada aos sonhos que coloquei no papel, me estimularam a querer aprender sobre investimentos. Não é tarefa fácil. Como não somos alfabetizados nesse sentido, é meio que recuperar o tempo perdido e correr atrás do prejuízo, digo lucro! Rsrs… Por ora, o que posso dizer dessa experiência de aprender sobre finanças pessoais, é que:

  • Poupança já era. Há investimentos tão seguros quanto e com liquidez diária que rendem muito mais; (esse texto ajuda a entender um pouco mais: “10 motivos para você fugir da Poupança e 7 aplicações que rendem mais”)
  • Toda vez que eu tiver a oportunidade, vou sacar meu FGTS. Descobri que ele rende a uma taxa que chega próximo a metade da Poupança, só que a Poupança já é uma caca, rende cerca 6% ao ano, meio que igualando o valor investido à inflação, logo ficam elas por elas. Imagine um investimento que nem isso rende! Isso é o que acontece com seu GFTS! Melhor tira-lo e reinvesti-lo;
  • Será necessário estudar. Infelizmente lidar com grana não é tão simples, se fosse estaríamos todos ricos. Mas só lamentar não vai nos ajudar a mudar o cenário. Estudar, ir em palestras, conversar com pessoas, ler livros, sim. Esse tipo de iniciativa nos ajudará a entender esse mundo cruel das finanças e nos ensinará formas de não sermos reféns dele. Você poderia simplesmente abandonar seu emprego hoje? Muitos de nós diriam que não, logo já estamos reféns;
  • Será preciso quebrar paradigmas, Muitas decisões não são aprovadas por gerações anteriores e isso nos dá medo. E o medo é um castrador do caramba! Lógico que a experiência conta, mas vivemos em épocas diferentes, com realidades econômicas diferentes e se queremos novos resultados, vamos ter que fugir do pensamento comum;
  • Passou da hora de pensar em minha aposentadoria. Aliás esse conceito de aposentadoria que o brasileiro vive, já não serve mais.

DICA QUE ME INCENTIVOU:

Livro “Pai rico, Pai pobre” de Robert Kiyosaki e Sharon Lechter. (extremamente necessário e possui uma versão especial para adolescentes)

Livro “Adeus, aposentadoria” de Gustavo Cerbasi.

Em breve virão outras ações como organizar minha agenda para conseguir fazer uma atividade física, reestruturar meu projeto sócioeducativo em escolas públicas (Marula Brasil) e diversificar minhas fontes de renda. Aos poucos, realmente estou tirando os planos do papel, ação mais importante de tudo isso! Arregaçar as mangas e colocar em prática! Convido você a fazer o mesmo. Se você quer ser, conquistar ou realizar algo, é você quem precisar mudar e ninguém vai fazer isso por você. Um incrível 2015 para todos nós e voltar a escrever com frequência também é uma das metas, nos falamos em breve! 😀

Sâmela SilvaSâmela Silva, é Jornalista por formação, profissional das áreas de Gestão Empresarial e Governança de TI e Palestrante pelo projeto sócioeducativo, Marula Brasil. Curiosa que é, teve a oportunidade de morar em Moçambique, África, onde o despertar pela escrita falou mais alto.

LinkedIn | Twitter | Facebook | Projeto Marula Brasil

Anúncios

Dia das Crianças: o presente é deixar seu filho ser ele mesmo

Amanhã é mais um 12 de Outubro! Uma data colorida onde boa parte das broncas e regras são deixadas de lado por 24 horas e o dia é todinho dos pequenos. Mas… e os outros 364 dias do ano?

Eu não sou mãe, então ainda não poderei caraminholar como tal, mas sou filha e vim aqui fazer um humilde pedido de presente: embrulhem a liberdade e dêem de presente aos seus filhos! Hoje com 25 anos, era o único presente que eu gostaria de ter ganhado. A oportunidade de crescer em paz. Tenho muita pena de ver crianças crescendo sendo bombardeadas com opiniões, crenças e sonhos que nem são delas. Mas as coitadinhas são tão pequeninas que só sabem absorver e não se defender. Aí crescem e se tornam o que a humanidade é hoje. Um aglomerado de gente com vícios, preconceitos, baixa-estima, com problemas psicológicos dos mais variados e sem identidade, sem saber quem são e para o quê vieram.

Eu cresci dentro da igreja, uma religião foi imposta à mim. Eu não tive escolha. Tive escolha aos 18, quando vi que aquele monte de ideias fantasiosas e primitivas já não serviam mais pra mim, e aí virei a “rebelde”. Bom, mas voltando, cresci ouvindo uma enxurrada de regras e sem entender boa parte delas. Fui impedida de experimentar coisas simples como festas de Haloween ou a delícia das Festas Juninas e Julinas porque a religião não permitia. Eu não ía para a escola nesses dias, e se eu voltasse com docinhos de Cosme e Damião pra casa, ah… ía tudo pro lixo. Isso na cabeça de uma criança, que tem referências e proporções muito diferentes dos adultos, é muito cruel. Respeito as diferenças, mas defendo a escolha. Quando a criança, o adolescente, enfim, o ser humano, optar por seguir determinada crença após lhe ter sido apresentada a riqueza das diferenças, aí estará a liberdade e o amor. Se a criança crescer e depois de conhecer e se tornar consciente, optar por ser padre, hippie, arquiteto ou uma panicat, ok!

A criança vai “enchendo a mochila” de porcaria, nem faz as perguntas e os pais já lhes dão as respostas. Rosa é de menina, azul é de menino, saia é de menina, calça é de menino, e mais uma c*r*lh*d* de ideias imbecis que um dia algum ser inventou e com certeza foi pra lucrar de alguma forma. Eu queria ter crescido livre. De uns 4 anos pra cá, me deparei com a “minha mochila” cheia de cacarecos e sabe o que é pior? Pra se livrar dessa tralha toda dói, dói muito. Porque a gente passa a acreditar que a lixarada são verdades, que não é possível ser feliz sem todas aquelas coisas. Quando você enxerga que você pode ser do jeito que quiser e acreditar ser o melhor para a sua evolução, é incrível, mas as crenças já se tornaram tão profundas que só com muita força de vontade e persistência você consegue se libertar.

Não culpo os pais, e os meus pais, por isso. Todos eles também foram criados assim, são gerações e gerações repetindo as mesmas bobagens. Mas alguém tem que romper isso, e espero ter a sabedoria de interferir somente quando muito necessário na minha vez. Meus pais me amaram da maneira que julgaram ser a certa e acredito que muitos pais hoje fazem o que fazem por acreditar nisso. O problema é que a maioria ama como os ensinaram a amar, e amor é algo que não se ensina, só se sente. Amor é algo natural, igual a fome e a sede. “Se você ama tem que impor limites, tem que disciplinar, tem que proibir, tem que, tem que, tem que”. Tudo que começa com “tem que” eu já desconfio. Muitas coisas são até bacanas, mas é necessário ponderar. Quantos acharam que proibindo teriam filhos “exemplares”, e depois viram os mesmos filhos tão podados, que estudaram nos melhores colégios e que viviam enfiados na igreja, entregues às drogas, meninas grávidas e etc? Estes pais e filhos devem ter se lembrado de tudo e esquecido do mais importante: amar.

Um livro que me ajudou a enxergar o quanto eu estava cheia de preconceitos e ideias errôneas foi “A essência do amor” de Osho, um sábio indiano que deixou um legado como tantos outros sábios, Gandhi, Jesus, Buda, Chico Xavier, Madre Tereza, e milhares de outros que nascem e morrem e nem temos conhecimento. Nesse Dia das Crianças meu presente seria para os pais, queria que cada ser nesse mundo tivesse a oportunidade de ler este livro, além de outros de diversas origens.  Assim, com um monte de opções e ideias diferentes, acredito que as escolhas seriam mais sensatas.

Eu cresci e na boa, nada “adiantou”. Levo minha vida do jeito que quero e acredito ser o melhor para mim e para o mundo. Tenho amigos gays, heteros e bissexuais, altos, baixos, gordos, magros, negros, brancos, católicos, evangélicos, espíritas, macumbeiros, hindus, muçulmanos, que fumam, que tem tatuagem, que não tem, que tomam banho, que não tomam… a lista é grande! 🙂 Hoje, sou livre. Hoje posso ser eu mesma, mas é terrível esperar 18, 21, 24 anos para sentir essa sensação.

Eu! 9 anos de idade com cara de “tire essa foto logo e devolva minha roupa normal” rsrs… e hoje aos 25, amando o Festival de Artes Bush Fire na Suazilândia, país africano.

No vídeo abaixo, uma criança se depara pela primeira vez com um casal gay e a reação dela? Ela não tem frescura, não tem preconceito, resumindo, ela os convida para participar de sua vida! A pobreza do mundo acontece quando perdemos nossa inocência, quando deixamos de ser criança.

E para quem acha difícil se reinventar, mudar de opinião, fica preocupado com o que a sociedade e a família vão dizer, recomendo o documentário abaixo. Trata-se de um relato verídico de pais religiosos que tiveram que enfrentar seus preconceitos para não deixarem de lado o bem supremo, o amor. Nele há um depoimento incrível de uma mãe que não conseguiu se libertar de suas teorias e perdeu sua filha para o suicídio. Ela diz que jamais se perdoará por não ter acordado a tempo. Assistam, vocês não vão se arrepender. Através do vídeo abaixo vocês encontrarão todos os capítulos legendados e poderão assistir o documentário na íntegra.

Singela opinião de quem sentiu na pele a pressão de uma sociedade hipócrita e egoísta.

Feliz Dia das Crianças à todos os pais e mães!

*Leia e assista minhas recomendações como uma criança, sem preconceitos 🙂

Sâmela Silva, é uma brasileira, que de viagem em viagem, foi morar em Moçambique, África, onde o despertar pela escrita falou mais alto. Jornalista e Consultora em Gestão Empresarial, vem descobrindo o mundo e se descobrindo por meio de ideias rabiscadas nos bloquinhos virtuais.  LinkedIn | Twitter | Facebook | Blog “A grama da vizinha”

Nem todo mundo nasce sabendo o que vai ser quando crescer, e isso não é um problema!

Sabe quando você está beirando os 18 anos e parece que de um dia para o outro decidiram que você tem que “crescer”? É nessa hora que podemos nos dar bem ou fazer grandes m#@*&s. Eu ainda não sou mãe, mas sou filha e senti na pele um pouco dessa pressão numa fase onde o que a gente precisa são de itens como espaço, tempo e liberdade.

Dentre tantos assuntos que rondam nossa maioridade, acredito que o mais nocivo é o profissional. Nessa idade disseram que já temos que saber o que fazer, o que ser para o resto da vida. Rsrsrs… desculpem, não resisti a risada. É louvável quem consegue definir a carreira desde cedo, mas é super compreensível que você, aos 18 anos, muitas vezes tão reprimido e podado não saiba o que fazer com o excesso de mudanças e responsabilidades que  são atiradas no seu colo no fatídico aniversário.

Não, não acredito que já tenhamos que saber tudo. Eu não sabia. Só sabia que tinha uma certa facilidade para escrever e que era boa nas aulas de Educação Física, mas ainda não visualizava como estas “aptidões” poderiam se tornar rentáveis e satisfatórias. Sim, porque somos de uma geração que gosta de grana mas que também já subiu os andares de Maslow e precisamos estar felizes, realizados.

Aos 13 anos minha poesia foi escolhida para entrar no livro “Talentos” do Colégio Objetivo, onde eu cursava a 7a série. Acredito que foi por essas e outras que entenderam que eu deveria “seguir carreira”. O texto falava de um filho que sugeria pra mãe a compra de um terreno na Lua como fuga do planeta Terra. Aí vai um trechinho…
“Nas ruas lotadas
A criança pergunta:
-Mãe, q tal um terreno na Lua?
A mãe sem jeito fica calada.
Seria uma boa ideia
Para o nosso povo guerreiro.
O mundo vai fazer uma assembleia,
Para decidir qual classe social vai primeiro.”
E aí, acham que eu levava jeito? 😉

No fundo, quando fiz 18 anos, eu queria 1 ano de “férias”. Por mais bacana que todos os meus períodos acadêmicos tivessem sido, eu não queria mais 4 de algo que eu ainda não tinha certeza e que mudaria minha vida para sempre. Mas mesmo consciente de que aquele ano deveria ser um ano de pausa para refletir, quem sabe procurar um psicólogo, fazer testes vocacionais, fazer um cursinho pré-vestibular, ou algo assim, um sentimento (mais dos outros do que meu) falou mais alto, o sentimento de “perder tempo”. Para pessoas mais próximas eu iria perder tempo, não os culpo e nem me culpo, não tivemos recursos para sair um pouco do ciclo moldado que se tornou nossa vida estudantil. Me rendi e acabei entrando na faculdade de Comunicação Social com ênfase em Jornalismo.

Hoje, aos 25 anos, depois de muito experimentar, entendi que algo que realmente me preenche é o fato de escrever e ser lida. De ideias soltas à peças de teatro, tenho rabiscado algumas coisas e sentido um arrepio gostoso ao imaginar que um dia posso escrever um livro. Graças ao “anjo da carreira desenfreada”, a faculdade de Jornalismo que cursei se encaixou nesta descoberta! (ufa!) Mas poderia não ter se encaixado e por mais que tudo seja aprendizado, 4 anos, são 4 ANOS, muito tempo e muito dinheiro caso você não passe em uma faculdade pública.

Entre correr riscos ou não, como filha, digo aos pais que observem, perguntem e sintam como andam as expectativas dos seus filhos e mais do que isso, estejam abertos a novas ideias! Nem sempre o que disseram ser o certo é o melhor, pois somos todos diferentes! (ainda bem) Parar um pouco e passar por um período de descoberta e reflexão de forma estruturada e amparada, por exemplo, pode ser a escolha mais correta e frutífera!

Ninguém precisar sair como um carro desgovernado só porque alguém disse que isso é o “normal”, cada um tem um ritmo, uma vivência e uma personalidade. Se você nasceu sabendo que seria um bombeiro, ótimo, se não, vá queimando o dedinho nas experiências até encontrar o caminho certo! 😉

Comentem e contem para mim como foi ou está sendo na vez de vocês!

Sâmela Silva, é uma brasileira, que de viagem em viagem, foi morar em Moçambique, África, onde o despertar pela escrita falou mais alto. Jornalista e Consultora em Gestão Empresarial, vem descobrindo o mundo e se descobrindo por meio de ideias rabiscadas nos bloquinhos virtuais.  LinkedIn | Twitter | Facebook | Blog “A grama da vizinha”

3ª Gentileza para auxiliar na adaptação profissional de um estrangeiro: Aprenda e ensine!

E cá estamos na 3ª Gentileza que pode facilitar a vida de qualquer um, em uma mudança radical como trabalhar fora, por exemplo. Na 1ª Gentileza falamos sobre o quanto obter informações sobre o novo lugar é importante e na 2ª, vimos que não custa nada aprender um bocado do idioma local. Hoje, vou compartilhar com vocês o que senti no dia-a-dia: a gente exije que todos saibam tudo mas nem sempre nos colocamos à disposição para ensinar e aprender também. Um profissional qualificado e atualizado é desejado em qualquer empresa. Para ser contratado no exterior, isso pode ajudar muito. Aliás, muitos estrangeiros são contratados pois as empresas não conseguem encontrar na população local, profissionais com os requesitos necessários para uma determinada vaga. Neste último caso, o estrangeiro contratado pode utilizar este conhecimento para o bem ou para o mal.

Se ele for “do bem”, a ideia vai ser compartilhar o conhecimento e  ser um exemplo de cooperação e de trabalho em equipe. Os antigos índios brasileiros trabalhavam assim, todos tinham a oportunidade de aprender tudo e com isso as aldeias se desenvolviam cada vez mais rápido e de forma harmoniosa.

Se ele optar pelo lado ruim, das duas, uma: ou ele será um profissional egoísta, que guardará o conhecimento à 7 chaves, se tornando arrogante e indesejado, ou ele vai querer mudar tudo o que encontrar pela frente pois, para ele, apenas a forma que ele conhece de fazer as coisas é a correta.

DIFICULDADE: Você domina sua profissão, mas em um novo contexto histórico-sócio-cultural talvez você tenha que reaprendê-la. Sim, isso pode acontecer. Todos nós sabemos que “aprender” é uma tarefa eterna, mas na prática alguns profissionais caem no erro de julgarem que já detém todo o conhecimento possível.

GENTILEZA: Esteja aberto a novas sugestões, oportunidades e feedbacks. Isso apenas lhe trará mais conhecimento, o que é ótimo. Se tiver a oportunidade, discemine conhecimento por onde passar, como diz o velho ditado: “Quando você, com a sua vela, acende uma outra, você não perde a sua própria luz. Apenas ilumina mais ainda o lugar”.

Sâmela Silva, é uma brasileira, que de viagem em viagem, foi morar em Moçambique, África, onde o despertar pela escrita falou mais alto. Jornalista e Consultora em Gestão Empresarial, vem descobrindo o mundo e se descobrindo por meio de ideias rabiscadas nos bloquinhos virtuais. LinkedIn | Twitter | Facebook | Blog “A grama da vizinha”

2ª Gentileza para auxiliar na adaptação profissional de um estrangeiro: Absorva o idioma local.

Dias atrás, falei sobre o que acredito ser uma 1ª gentileza dos profissionais estrangeiros para auxiliar e acelerar o próprio processo de adaptacão, INFORMAR-SE. Hoje, ainda dentro da sequência de gentilezas que podem facilitar sua vida profissional em uma nova sociedade, há uma especialmente desafiante, o idioma. Parece óbvio mas na prática, há profissionais que acreditam que o mundo deve se adaptar a eles, ledo engano. Essa relação é uma via de mão-dupla e exige compreensão e dedicação de ambos os lados. Quando vim para Moçambique fiquei mais tranquila por saber que aqui se fala Português, o problema é que o Português brasileiro é quase um segundo idioma e aqui, o Português é mais parecido com o de Portugal, somado a itens de dialetos africanos. Não entendia boa parte do que falavam, as pessoas também não me entendiam, e isso me deixava muito mal. Foi aí que me dediquei a ouvir e aprender.

Faço questão de facilitar a comunicação e assumo o sotaque e as expressões locais quando julgo necessário. Sinto que isso me aproxima do povo moçambicano e eles valorizam este esforço. Isso não é regra, não há a obrigação de se aprofundar na linguística de um novo idioma, mas se a ideia é agilizar e auxiliar no processo de integração, este é um atalho.

DIFICULDADE: O idioma. Se você é fluente no novo idioma, ótimo, se não, as coisas podem complicar. Perder partes importantes de reuniões de trabalho, escrever mal um relatório ou e-mail, entre outros, podem lhe colocar em situações embaraçosas.

GENTILEZA: Estude e quando não souber, pergunte ou pesquise em um outro momento. Se esforce para aprender as expressões, a sonoridade das palavras, e até mesmo as gírias do local, afinal você vai interagir com pessoas diferentes o tempo todo. Evite criticar a todo momento o uso gramatical que o novo idioma pode ter. Rir do novo sotaque e fazer piadas em momentos inoportunos, assinam sua carta de imaturidade. Eu já presenciei situações assim, e acreditem, é extremamente desagradável.

E você, já teve alguma experiência neste sentido? O que acham?

Sâmela Silva, é uma brasileira, que de viagem em viagem, foi morar em Moçambique, África, onde o despertar pela escrita falou mais alto. Jornalista e Consultora em Gestão Empresarial, vem descobrindo o mundo e se descobrindo por meio de ideias rabiscadas nos bloquinhos virtuais. LinkedIn | Twitter | FacebookBlog “A grama da vizinha”

1ª Gentileza para auxiliar na adaptação profissional de um estrangeiro: Informe-se!

Num post anterior, compartilhei como vocês 3 pontos que podem auxiliar no processo de adaptação de um profissional estrangeiro, mas como em qualquer situação, todos tem seus direitos e deveres. Dessa vez, quero explorar algumas partes relacionadas aos “deveres”.

No Brasil, tive a oportunidade de trabalhar, mesmo que não diretamente, com estrangeiros e sempre achei incrível. Vê-los, ouvir o sotaque, imaginar a cultura, me fazia acreditar que eu teria muito o que aprender com eles. Agora a gringa sou eu, passei para o outro lado e a visão tem ficado cada vez mais ampla. Para ilustrar isso, neste e nos posts seguintes, vou listar algumas dificuldades que vivi/vivo e gentilezas que aceleraram/aceleram meu processo de adaptação:

DIFICULDADE: Ir para uma outra nação somente a trabalho, pode causar saudade excessiva e comparações arrogantes. Gostar da sua pátria-mãe é aceitável e até visto com bons olhos, mas idolatrá-la ao ponto de menosprezar as demais é um erro grave ao meu ver. A situação piora quando o profissional insiste que o país que o acolheu é que deve se adaptar a ele, e muitas vezes se tornar igual ao seu país de origem.

GENTILEZA: Normalmente, você será sempre um hóspede para os donos da casa, então facilite o caminho e se prepare como se fosse fazer uma viagem de férias. Pesquise sobre o local, sua história, cultura, costumes, etc, pois conhecer os anfitriões ajudará muito no processo de compreensão desta nova sociedade. Permita-se experimentar um novo estilo de vida, jeito de trabalhar, sabores, horários, clima, amigos, músicas, enfim, se dê a oportunidade de ser um profissional flexível.

Por último, antes de partir para qualquer viagem, faça um enorme favor a você mesmo, e assista esta pequena palestra do Professor e Filósofo, Mário Cortella. “Você sabe com quem está falando?”

E você o que acha, se adaptaria facilmente a todas essas mudanças?

 

Sâmela Silvaé uma brasileira, que de viagem em viagem, foi morar em Moçambique, África, onde o despertar pela escrita falou mais alto. Jornalista e Consultora em Gestão Empresarial, vem descobrindo o mundo e se descobrindo por meio de ideias rabiscadas nos bloquinhos virtuais. LinkedIn | Twitter | FacebookBlog “A grama da vizinha”

Trabalhar no exterior é fácil? 3 pontos que podem fazer a diferença neste processo.

Mudar de lado me fez perceber o quanto é desafiador trabalhar fora da sua pátria. Por ter trabalhado em grandes empresas no Brasil, já tive a oportunidade de conhecer profissionais estrangeiros mas nunca parei para pensar em quais eram os desafios e vantagens de estar nesta posição. Também não pensei “Olha os gringos roubando o emprego dos nativos”. Aprendi que seja gringo ou não, se está em um cargo melhor do que o meu é porque em algum momento este profissional teve algo a mais ou a menos que eu, mesmo que ele tenha somente sabido se “vender” melhor em uma entrevista, e cabe a mim aprender cada vez mais para alcançar o nível desejado. Esse intriga, estrangeiros x nativos, se é que posso definir assim, ao meu ver é prejudicial e só faz ambas as partes perderem a oportunidade de uma troca cultural e profissional incrível!

Além disso, nem todas as empresas entendem a responsabilidade que é trazer um estrangeiro. Enquanto algumas são uma mãe, outras… A matemática é simples, se você precisou de algo diferente, vai ter que investir de forma diferente.

1) O choque cultural

A mudança cultural e social pode afetar este profissional momentâneamente, que precisará do apoio da empresa para se adaptar de forma rápida e consistente. Pensando na pirâmide de Maslow, é necessário garantir as necessidades primárias para que a mente deste colaborador esteja livre para se dedicar 100% ao trabalho. Segurança, moradia, saúde, alimentação, transporte, tudo tem que estar garantido no pacote, caso contrário, você afetará pontos demasiadamente delicados e que impactam diretamente na qualidade e produtividade do indivíduo.

Pirâmide de Maslow

2) Uma andorinha só, não faz verão

De nada adianta trazer experts se você não oferecer a infraestrutura adequada e se a equipe que trabalhará ou dará suporte a ele, não estiver treinada e preparada para este novo conhecimento. Não faz sentido colocar a cereja no bolo se a massa não estiver pronta. Você não vai ter o retorno esperado e vai ganhar um profissional exausto e desmotivado por tentar, tentar, e não conseguir. Ainda há gestores com dificuldade de perceber que investir em pessoas, é investir na própria empresa e isso só atrasa o processo crescimento e amadurecimento da mesma. Investir nos profissionais nativos é tão, ou até mais, importante quanto trazer “cabeças diferentes”.

3) O combinado não sai caro

O contrato de trabalho será o elo que protegerá a relação trabalhista, mas qualquer acordo feito deve ser cumprido da mesma forma. Em outras palavras, é prometer somente o que se pode cumprir. O profissional precisa confiar sua vida à instituição, e isso requer muito comprometimento, respeito e empatia de ambas as partes. *empatia: capacidade de se colocar no lugar do outro.

Há muitos outros pontos, mas que compartilharei aos poucos com vocês, inclusive o que o estrangeiro pode fazer para ser “um hóspede” desejado, afinal todos tem seus direitos e deveres.

Para finalizar, nunca imaginei o quanto os itens imensuráveis podem afetar o dia-a-dia deste profissional. Lembro-me de ter trabalhado no Brasil com um sul-africano e vê-lo em estado de euforia na Copa do Mundo de 2010, ao ver seu país sediar a copa e ele não poder estar lá. Há vantagens em trabalhar fora, mas o expatriado perde coisas que não tem preço e que muitos nunca entenderão, por isso, valorizar o que ele valoriza criará um clima de gratidão que só somará ao cenário. Com o suporte necessário, ele sempre sentirá que seu esforço vale a pena e isso refletirá diretamente em seus entregáveis. Com uma boa relação, profissionais e empresa conseguem evoluir e a equipe como um todo terá muito conhecimento para partilhar e sugar.

Sâmela Silva, é uma brasileira, que de viagem em viagem, foi morar em Moçambique, África, onde o despertar pela escrita falou mais alto. Jornalista e Consultora em Gestão Empresarial, vem descobrindo o mundo e se descobrindo por meio de ideias rabiscadas nos bloquinhos virtuais. LinkedIn | Twitter | Facebook | Blog “A grama da vizinha”

Tecnologia x Atendimento ao Cliente em Moçambique, estamos prontos para isso?

Ah Moçambique… o velho e o novo em seus encontros e desencontros. Não que isso seja ruim, acredito que é parte do processo de mudança e evolução e respeitar o tempo e a história de cada um é fundamental, mas exige um bocado de paciência e tolerância a mais.

Feliz da vida, hoje fui pela 1ª vez a uma agência bancária inaugurada há poucos meses e realmente me surpreendi: tudo novo, bonito, sistema de senhas e uma infra-estrutura que nos deixa aguardando confortavelmente em cadeirinhas. Parabéns, o povo moçambicano merece essa inovação! Por um momento foi até engraçado, pois muitos clientes se assustavam com o sistema de senhas, quando a máquina “cuspia” o papelzinho, vi vários sorrisos achando aquilo diferente e incrível. Mas ao experimentar toda essa inovação, percebi que o novo continua velho.

Acabei me esquecendo do velho ditado “não julgue pela aparência” e me senti o máximo no banco, mas com o tempo constatei que a essência não havia mudado. Os processos continuam complicados e demorados e os funcionários com um péssimo hábito de atender mal os clientes.

Impressionantemente, em pelo século XXI, muitas empresas, de qualquer lugar do mundo, ainda não entenderam a importância de um serzinho chamado, cliente. Lembram-se de pensar na marca, cores, design, etc e esquecem de se perguntar o mais simples e eficaz: O que posso fazer para facilitar a vida do meu cliente e ser lembrado por ele como um agente de solução? Com um processo velho, a agência bancária passou de linda para um grande presente grego.

Tem coisa pior do que ser atendido por alguém que não te olha nos olhos, fala áspero, demonstra impaciência como se você, cliente, estivesse atrapalhando o dia dele? Infelizmente, sinto isso frequentemente. Quando sou bem atendida é tão inusitado que faço questão de fazer elogios. Falta um grande investimento no treinamento destes profissionais, e tenho certeza que isso faria muita diferença na vida do povo moçambicano que tanto depende destes serviços.

Estou pensando seriamente em aderir à prática do antropólogo, Professor Marins. Vejam no vídeo abaixo como ele faz e as dicas pra viver com entusiasmo que você deve exercitar e divulgar para seus companheiros de labuta! Sério, você, seja de onde for e independente da profissão, PRECISA ouvir este homem!

Ah! As cadeirinhas novas serviram muito, já que tive que esperar por 1h30 até ser atendida por completo.

Sâmela Silva, é uma brasileira, que de viagem em viagem, foi morar em Moçambique, África, onde o despertar pela escrita falou mais alto. Jornalista e Consultora em Gestão Empresarial, vem descobrindo o mundo e se descobrindo por meio de ideias rabiscadas nos bloquinhos virtuais. LinkedIn | Twitter | FacebookBlog “A grama da vizinha”