2ª Gentileza para auxiliar na adaptação profissional de um estrangeiro: Absorva o idioma local.

Dias atrás, falei sobre o que acredito ser uma 1ª gentileza dos profissionais estrangeiros para auxiliar e acelerar o próprio processo de adaptacão, INFORMAR-SE. Hoje, ainda dentro da sequência de gentilezas que podem facilitar sua vida profissional em uma nova sociedade, há uma especialmente desafiante, o idioma. Parece óbvio mas na prática, há profissionais que acreditam que o mundo deve se adaptar a eles, ledo engano. Essa relação é uma via de mão-dupla e exige compreensão e dedicação de ambos os lados. Quando vim para Moçambique fiquei mais tranquila por saber que aqui se fala Português, o problema é que o Português brasileiro é quase um segundo idioma e aqui, o Português é mais parecido com o de Portugal, somado a itens de dialetos africanos. Não entendia boa parte do que falavam, as pessoas também não me entendiam, e isso me deixava muito mal. Foi aí que me dediquei a ouvir e aprender.

Faço questão de facilitar a comunicação e assumo o sotaque e as expressões locais quando julgo necessário. Sinto que isso me aproxima do povo moçambicano e eles valorizam este esforço. Isso não é regra, não há a obrigação de se aprofundar na linguística de um novo idioma, mas se a ideia é agilizar e auxiliar no processo de integração, este é um atalho.

DIFICULDADE: O idioma. Se você é fluente no novo idioma, ótimo, se não, as coisas podem complicar. Perder partes importantes de reuniões de trabalho, escrever mal um relatório ou e-mail, entre outros, podem lhe colocar em situações embaraçosas.

GENTILEZA: Estude e quando não souber, pergunte ou pesquise em um outro momento. Se esforce para aprender as expressões, a sonoridade das palavras, e até mesmo as gírias do local, afinal você vai interagir com pessoas diferentes o tempo todo. Evite criticar a todo momento o uso gramatical que o novo idioma pode ter. Rir do novo sotaque e fazer piadas em momentos inoportunos, assinam sua carta de imaturidade. Eu já presenciei situações assim, e acreditem, é extremamente desagradável.

E você, já teve alguma experiência neste sentido? O que acham?

Sâmela Silva, é uma brasileira, que de viagem em viagem, foi morar em Moçambique, África, onde o despertar pela escrita falou mais alto. Jornalista e Consultora em Gestão Empresarial, vem descobrindo o mundo e se descobrindo por meio de ideias rabiscadas nos bloquinhos virtuais. LinkedIn | Twitter | FacebookBlog “A grama da vizinha”

1ª Gentileza para auxiliar na adaptação profissional de um estrangeiro: Informe-se!

Num post anterior, compartilhei como vocês 3 pontos que podem auxiliar no processo de adaptação de um profissional estrangeiro, mas como em qualquer situação, todos tem seus direitos e deveres. Dessa vez, quero explorar algumas partes relacionadas aos “deveres”.

No Brasil, tive a oportunidade de trabalhar, mesmo que não diretamente, com estrangeiros e sempre achei incrível. Vê-los, ouvir o sotaque, imaginar a cultura, me fazia acreditar que eu teria muito o que aprender com eles. Agora a gringa sou eu, passei para o outro lado e a visão tem ficado cada vez mais ampla. Para ilustrar isso, neste e nos posts seguintes, vou listar algumas dificuldades que vivi/vivo e gentilezas que aceleraram/aceleram meu processo de adaptação:

DIFICULDADE: Ir para uma outra nação somente a trabalho, pode causar saudade excessiva e comparações arrogantes. Gostar da sua pátria-mãe é aceitável e até visto com bons olhos, mas idolatrá-la ao ponto de menosprezar as demais é um erro grave ao meu ver. A situação piora quando o profissional insiste que o país que o acolheu é que deve se adaptar a ele, e muitas vezes se tornar igual ao seu país de origem.

GENTILEZA: Normalmente, você será sempre um hóspede para os donos da casa, então facilite o caminho e se prepare como se fosse fazer uma viagem de férias. Pesquise sobre o local, sua história, cultura, costumes, etc, pois conhecer os anfitriões ajudará muito no processo de compreensão desta nova sociedade. Permita-se experimentar um novo estilo de vida, jeito de trabalhar, sabores, horários, clima, amigos, músicas, enfim, se dê a oportunidade de ser um profissional flexível.

Por último, antes de partir para qualquer viagem, faça um enorme favor a você mesmo, e assista esta pequena palestra do Professor e Filósofo, Mário Cortella. “Você sabe com quem está falando?”

E você o que acha, se adaptaria facilmente a todas essas mudanças?

 

Sâmela Silvaé uma brasileira, que de viagem em viagem, foi morar em Moçambique, África, onde o despertar pela escrita falou mais alto. Jornalista e Consultora em Gestão Empresarial, vem descobrindo o mundo e se descobrindo por meio de ideias rabiscadas nos bloquinhos virtuais. LinkedIn | Twitter | FacebookBlog “A grama da vizinha”